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(Fonte: Revista Época)

Autor de Marley & Eu fala sobre a importância dos cachorros no cotidiano das pessoas e comenta a adaptação de sua história para o cinema

Ao narrar sua história ao lado de um labrador, John Grogan tocou todos os donos de cães

Ao narrar sua história ao lado de um labrador, John Grogan tocou todos os donos de cães

 O jornalista John Grogan, autor do best seller Marley & Eu, fala sobre o que achou da versão para a telona das aventuras de sua família com um labrador e revela o que as pessoas podem aprender com seus bichos de estimação.

ÉPOCA – O que você achou da versão de Marley & Eu para o cinema? O filme foi fiel ao livro?
John Grogan –
O filme toma algumas liberdades em relação ao livro para fazer a história funcionar no cinema. Ele não é exatamente meu livro, ou minha vida, mas acho que captura maravilhosamente o espírito do que escrevi e a essência da experiência de minha família com Marley.
ÉPOCA – Você imaginava o seu livro como um filme? Qual foi sua participação na adaptação?
Grogan –
Quando eu estava escrevendo Marley & Eu, eu, na verdade, visualizava que aquela história poderia virar um filme algum dia. Eu podia até ver algumas das cenas que apareceriam no filme. Mas era mais uma fantasia do que alguma coisa que eu acreditava que pudesse mesmo acontecer. Visualizar a cenas cinematograficamente me ajudou a escrevê-las. Quando a Fox Pictures comprou os direitos para fazer de meu livro um filme, foi, literalmente, um sonho que se tornou realidade. Eu não ajudei a escolher os autores, mas fui um consultor para o roteiro, o que significa que eu li e fiz várias alterações nas versões do script. Cada rascunho se aproximou um pouco mais do livro, e fiquei muito satisfeito com a versão final.
ÉPOCA – Milhares de pessoas leram seu livro e choraram com ele. Você acha que o impacto emocional da história será o mesmo no cinema?
Grogan –
O filme vai, definitivamente, fazer as pessoas rirem e chorarem. É muito divertido em muitas partes, e o fim traz emoção na medida certa. É triste e pungente e terno sem ser manipulador. Owen Wilson e Jennifer Aniston trouxeram uma profundidade emocional nas cenas finais que me surpreendeu. É realmente muito bonito.
ÉPOCA – Qual foi sua intenção inicial ao escrever Marley & Eu. O que você acha de as pessoas verem uma espécie de auto-ajuda em seu livro?
Grogan –
Quando eu escrevi Marley & Eu, vi o livro como uma pequena história sobre a minha vida e o louco e devotado cachorro que ajudou a mudá-la. Era uma história que estava brotando dentro de mim e que eu precisava colocar para fora. Eu nunca sonhei que tantas pessoas em todo o mundo seriam tocadas por ela. Realmente, a mensagem principal de compromisso, lealdade, aceitação daqueles que amamos, com seus defeitos e tudo mais, teve ressonância em muitas, muitas pessoas.
ÉPOCA – Em geral, animais são personagens comuns de desenhos e contos de fadas dedicados às crianças. Marley é um dos primeiros livros a trazer um cachorro para adultos. Em sua opinião, qual é a importância da convivência com animais?
Grogan –
Acho que nós podemos aprender muito com nossos animais de estimação. Cachorros, especialmente, podem nos ajudar a entender o que significa ser um amigo verdadeiro e leal, dar tudo de nós para aqueles que amamos, e aproveitar ao máximo cada dia vivido.
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Marley & Eu

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Indeciso sobre ser pai, um homem aceita a sugestão de um amigo e adota um pequeno cachorro, que logo cresce bem mais do que o esperado. Com Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin e Kathleen Turner. Site oficial no brasil: www.marleyeeu.com.br

Resista se for capaz

Assistiu ao filme, leu o livro e caiu de amores pelo labrador? Não é o único. Cuidado para que a sua versão de Marley & Eu seja menos conturbada

Quem nunca teve um Marley na vida? O labrador protagonista do livro Marley & Eu, transformado em filme recém-lançado, é daqueles cães endiabrados. Logo nos primeiros dias, ainda filhotinho, destrói a garagem da casa – e garagem, na concepção americana, é onde se guarda toda a tralha acumulada na história da família. Travesseiro, móveis e piso, nada escapa da sua fúria estraçalhadora. Incontrolável, arrasta atrás de si os donos, John e Jenny Grogan (vividos no cinema por Owen Wilson e Jennifer Aniston), e até a mesa de um restaurante. Não resiste à fresta aberta da janela do carro e salta dele em movimento. “Esse cão é como um vírus, que pode contaminar o grupo todo. Tirem-no daqui”, desiste a mais rígida das adestradoras. “É o pior cão do mundo”, repete, exaustivamente, John Grogan, que transformou as travessuras em tema de sua coluna de jornal nos Estados Unidos, antes de lançar o livro. Incorrigível, sim, mas irresistível: Marley & Eu, com seu turbilhão de confusões caninas, só veio alimentar a paixão em vigor pela variedade de cão retriever, aquele treinado para apanhar a caça abatida sem causar estragos e entregá-la disciplinadamente ao caçador. “A procura pelo labrador, especialmente o amarelo, como o Marley, já aumentou perto de 20%”, calcula Claudia Kneese, do canil Tokay, em São Paulo, especializado na raça. Em lojas de animais, as vendas também crescem desde o lançamento do livro no Brasil, em 2006, quando entrou (e está até hoje) na lista de mais vendidos de VEJA.

Desde Lassie, a collie que estreou no cinema em 1943, todo cachorro-celebridade logo conquista espaço no sofá da sala. Já houve, famosamente, a era dos dálmatas. De temperamento difícil, adeptos do péssimo hábito canino de latir sem parar, acabaram criando nos Estados Unidos o triste fenômeno dos cães abandonados pela moda e pelos donos. Mais recentemente, subiu a cotação do pug, que vem a ser tanto Frank, o cão falante do filme Homens de Preto, quanto Inès, a mimada cachorrinha da personagem de Françoise Fourton na novela Por Amor. “Se o cachorro aparece em um filme ou novela, faz sucesso. Um caso famoso é o do west high-land white terrier, da propaganda de um portal da internet, que em 2000 virou febre”, diz Pedro Favaretto, presidente do Clube Paulistano de Cinofilia. Como o modismo produz a compra por puro impulso, sem nenhuma investigação prévia da compatibilidade entre caninos e humanos, não raro se instala o arrependimento (exemplo: a terrier branca e fofa da propaganda era agressiva com crianças). “Viu o filme e se apaixonou? Vá conhecer o criador, os pais, a ninhada toda, e tente achar um cachorro que combine melhor com seu estilo de vida e sua personalidade”, recomenda a veterinária Daniela Ramos, da Universidade de São Paulo.

Mesmo antes do efeito Marley, o labrador já figurava entre os cachorros mais registrados na Confederação Brasileira de Cinofilia, depois do yorkshire (como a cadela Vida, da modelo Gisele Bündchen), do shih-tzu e do maltês e antes do lhasa apso. Contam a favor do único grandalhão da lista o jeito dócil e carinhoso, a capacidade de aprendizagem e aqueles olhos que parecem convidar: “Vamos brincar?”. Originário do Canadá, de onde saiu para ser criado na Inglaterra, o labrador como cão de caça é obediente e pega leve na mordida, preservando a presa. “Ele foi selecionado para ser louco por água, ser muito carente (e então voltar para o dono) e gostar de ficar com objetos na boca (no caso, patos). Há uma linhagem mais enérgica, e outra, mais adequada para ser guia de cegos, que tem menos energia. Só que hoje existe muita mistura, o que dificulta a identificação. De modo geral, é um cachorro que precisa de atividade e, principalmente, do convívio com a família”, explica o adestrador Alexandre Rossi. Todo mundo já sabe, mas não custa repetir: os desvios de conduta são invariavelmente causados pelos próprios donos. “Já treinei muitos Marleys. O labrador típico é brincalhão, mas calmo. Os problemas surgem porque atualmente o cachorro é um membro da família e as pessoas deixam que ele faça tudo o que quer. Erram por excesso de amor”, critica André Luiz Gaspar, adestrador especializado em comportamento animal. Para lidarem com casos extremos, os Estados Unidos ganharam o Encantador de Cães na figura do mexicano Cesar Millan, estrela de um seriado que aqui é transmitido pelo canal pago Animal Planet e, claro, autor de sucesso. Seu lema: toda matilha tem um líder e quem deve assumir essa função é o dono, de coleira curta em punho e a ideia, francamente difícil de assimilar, de que os amiguinhos de quatro patas querem acima de tudo um chefe dominante, não condescendente. A prova do sucesso de Cesar é que o próprio Grogan apelou a ele na hora de disciplinar Gracie, a labradora tranquila e preguiçosa que sucedeu a Marley na casa da família. Já no filme, para cobrir todo o espectro de tempo e de diabruras do personagem, foram usados 22 cães. Todos obedientíssimos.

Marley e Nós

Embora labradores não sejam, em geral, incontroláveis como o do filme (nas fotos acima), também não são santinhos. Antes de levar para casa um fofíssimo filhote (preço: 1 500 a 3 500 reais), saiba que:

• é uma raça doce e sociável – mas muito ativa, daquelas que exigem pelo menos um vigoroso passeio diário

• cresce muito: 400 gramas ao nascer, 3 quilos um mês depois e, adulto, peso de modelo (humana), 45 quilos

• é guloso e, deixado ao próprio apetite, pode desenvolver obesidade

• não morde ninguém, mas destrói rápida e totalmente os objetos do seu interesse

• precisa ter gente por perto; não é, de jeito nenhum, cachorro para exilar no quintal

• o filhote mais espertinho da ninhada provavelmente é o que vai dar mais trabalho quando crescer

Mande foto do seu labrador e comente sobre o filme. O que é realidade e o que é ficção?


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