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Para ser um militar, o cachorro deve ser ativo, tranquilo e gostar de brincar. Cães também são treinados para salvar vidas e para atuar.

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(Reportagem Especial do Jornal Hoje)

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No abrigo da União Internacional Protetora dos Animais, em São Paulo, mais de mil cachorros estão a espera de um dono. Só em São Paulo, são mais de dois milhões nas ruas ou em abrigos. E com tantos cães por aí, por que não adotar um?

Assista aqui o vídeo da reportagem.

Ah, se pudéssemos traduzir os latidos. Eles poderiam muito bem ser um pedido de me leva pra casa!

Qualquer um deles pode virar o seu companheiro, a qualquer momento. Desde que você se disponha a cuidar deles como merecem e precisam.

“Cachorro não dá trabalho é só ter carinho com eles. Há seis anos trabalho aqui nunca nenhum mordeu e todos são carinhosos comigo”, diz Zé Carlos, tratador.

Neguinha, que chegou no local com uma pata amputada e feridas abertas também conseguiu um novo dono. Mas isso nem sempre acontece.

Há casos de cães que chegam ainda filhotes e passam a vida toda no lar provisório. Chorão é um deles. No abrigo, envelheceu, perdeu a audição e até hoje não conseguiu um lar.

Pelos cálculos das entidades de proteção animal, só na cidade de São Paulo existem 2,5 milhões cães. Quase metade deles não tem dono. São cachorros que vivem nas ruas ou em abrigos. Impedir que outros cães tenham o mesmo destino ainda é um desafio.

Para evitar que população canina continue crescendo desenfreadamente, na cidade de São Paulo, a lei exige que todo filhote seja castrado antes de ser vendido.

“Para se ter uma ideia da importância da esterilização, uma fêmea em seis anos não esterilizada ela consegue fazer surgir direta ou indiretamente 67 mil cães”, diz Vanice Orlandi, presidente da Uip.

Quando chegou em casa pela primeira vez, com um cachorro nos braços, Ana Maria tinha apenas seis anos e assim, vieram dezenas. Nenhum com pedigree, todos encontrados na rua.

A Fiffi é deficiente também e a Minhoca que de minhoca não tem nada ela está muito gorda eu a peguei na rua no cio. Acho que eu já peguei uns 50 cachorros não tenho ideia de quantos eu já peguei”, conta Ana Maria, dona de casa.

Quando Ana Maria não consegue um novo lar para o cão ele é acolhido em casa com direito a mordomias. Sortudos? Ana garante que o previlégio é dela.

“Não existe satisfação maior é uma alegria cada vez que eu sei que eu fiz a diferença na vida de um. O que ele vai dar de alegria ou para mim ou para quem ficar com ele é incomparável a alegria que eles proporcionam para gente a amizade o companheirismo. Aqui em casa eles são a alegria da casa”, diz Ana Maria.

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