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Posts Tagged ‘São Bernardo’

Notícia do G1

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O cão São Bernardo Otto recebe carinho de Georg Ratzinger, irmão do Papa Bento XVI , nesta segunda-feira (16) na capela antiga de Regensburg, no sul da Alemanha, depois de ter sido abençoado pelo sacerdote. (Foto: AFP)

Otto, de um ano, vai ajudar a buscar desaparecidos na neve.
Georg Ratzinger disse estar feliz em abençoar animal que ajuda os outros. (mais…)

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O  São Bernardo é uma raça bastante antiga, desenvolvida a partir do cruzamento de antigos molossos romanos, que chegaram à região dos Alpes com as tropas romanas. Contribuíram para sua constituição atual, bastante diferente dos cães originais que eram menores e sempre de pêlo curto, o Dogue Alemão, o Bloodhound e o Mastiff.

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  • Entrópio – quando a pele que encobre parte da vista. Essa característica costuma aparecer a partir dos três meses de vida, deixando os olhos irritados e vermelhos, com lacrimejamento excessivo. A correção é cirúrgica.
  • Algumas linhagens apresentam epilepsia, mal genético sem cura que provoca convulsões e pode ser controlado com medicamentos. Aparece depois dos 3 anos de idade. Recomenda-se não reproduzir o cão portador de males hereditários para não disseminar os problemas.
  • Alguns cães podem apresentar ainda dermatites, causadas pelo acúmulo de umidade sob a pelagem do cão.
  • A conformação de suas orelhas, também pode propiciar o surgimento de infecções de ouvido. Para a prevenção deste problema, é recomendável manter sempre a limpeza dos ouvidos.

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(Fonte: Revista Época)

Escritor americano explica por que gastamos cada vez mais dinheiro com nossos bichos de estimação e o que isso revela do modo de vida atual

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BONS AMIGOS Schaffer com Murphy, o São Bernardo que tinha ansiedade de separação

Dar alimentos orgânicos, roupas caras e da moda e pagar um “personal trainer” para um animal de estimação pode ser normal para quem tem um. O jornalista americano Michael Schaffer achava tudo isso exagerado, até que adotou um cachorro da raça São Bernardo chamado Murphy. O cão ficava muito nervoso e latia muito toda vez que ele e sua mulher saíam de casa. Preocupado, Schaffer levou o animal ao veterinário, que diagnosticou “ansiedade de separação” e prescreveu um remédio. Foi aí que Schaffer notou como havia mudado seu conceito de até onde podem ir os cuidados com os bichos de estimação e decidiu entender melhor a relação que o homem tem com seus animais. No livro One Nation Under Dog (algo como “uma nação sob o domínio do cão”), lançado recentemente nos Estados Unidos, ele tenta explicar por que nós tratamos nossos bichos de estimação como bebês.

ÉPOCA – Por que o senhor decidiu escrever sobre a relação entre os homens e os bichos de estimação?
Michael Schaffer –
Quando minha mulher e eu compramos nosso cachorro, não sabíamos nada sobre esses animais. Começamos a olhar as pessoas na nossa vizinhança e tentamos fazer exatamente as mesmas coisas que elas faziam. Ao mesmo tempo, minha família dizia que éramos muito estranhos por estar fazendo tudo aquilo. Na minha cabeça, o que estávamos fazendo não era tão estranho assim: estávamos fazendo o que todos faziam. Comprávamos comidas caras, porque estávamos seguros de que isso era o melhor a ser feito para a nutrição do cachorro. Levamos o cão a um adestrador, porque como responsáveis não queríamos que ele machucasse ninguém enquanto andasse na rua. Minha família achou estranho, mas eu não. Como estudo a história das culturas, fiquei pensando que, quando a ideia do que é certo fazer muda muito rapidamente, é indicação de que algo interessante está mudando também na sociedade e isso deveria ser estudado. Quis ser a pessoa que faria isso.

ÉPOCA – Por que decidiu comprar seu primeiro animal de estimação?
Schaffer –
Minha mulher e eu morávamos juntos e, como muita gente, pensamos que seria legal e não muito complicado ter um bicho de estimação em casa. Muita gente mima demais seus bichos, sempre há histórias de loucos que gastam dinheiro comprando roupas ou muito tempo cuidando dos animais. Apenas queríamos ser normais, não loucos como essas pessoas.

ÉPOCA – Antes de comprar seu cachorro, o senhor pensava como sua família, que acha estranho o modo como as pessoas tratam seus bichos?
Schaffer –
Sim, e achava também que as pessoas eram muito consumistas. Mas, agora, não me sinto um. Sinto que tenho um animal que depende totalmente de mim. Não sou do tipo que compra roupas da moda para o cachorro, mas quando quero comprar uma comida saudável, penso que é minha responsabilidade. Ocorre o mesmo quando compro comida saudável para minha filha.

ÉPOCA – Por que sua opinião sobre a melhor forma de tratar um animal mudou depois de o senhor ter seu cão?
Schaffer –
Passei muito tempo lendo sobre por que essa mudança de comportamento acontece, e concluí que a forma como uma sociedade cuida de seus animais de estimação é um reflexo de muitos aspectos de sua cultura e de sua história de uma sociedade. Por exemplo, no século 19 em Paris, havia uma divisão clara entre a burguesia rica e a classe proletariada muito pobre. E a burguesia desenvolveu hábitos e rituais de como tratar os animais para manter sua distinção em relação à classe trabalhadora. Para evitar que um proletário pudesse sustentar um cachorro, a burguesia até aumentou os impostos sobre a criação do animal.

ÉPOCA – Mas como explicar o interesse das pessoas por bichos de estimação nos dias atuais?
Schaffer – O que vemos nos últimos 30 ou 40 anos, nos Estados Unidos, é uma sociedade cada vez mais solitária. As pessoas se mudam o tempo todo, vivem em comunidades pequenas e fechadas, divorciam-se com mais facilidade e vivem longe de suas famílias. Elas estão mais sozinhas e estão usando os bichos de estimação para suprir uma carência que o contato com outros seres humanos não está conseguindo suprir. Por causa disso, em vez de tratar seus bichos de estimação apenas como animais, as pessoas estão tratando como seus filhos.
ÉPOCA – Isso quer dizer que as pessoas amam mais seus bichos do que os humanos?
Schaffer –
As pessoas não amam mais seus animais do que os filhos, mas algumas os tratam da mesma forma. Isso acontece porque, atualmente, muita gente está distante de uma vida agrícola e quem vive em áreas urbanas nunca viu um cavalo ou um burro trabalhando. As pessoas têm poucas experiências com animais e por isso, não têm outra imagem deles a não ser a de crianças inocentes. Elas pensam em tratá-los bem e dar os cuidados que dariam a uma criança. Elas vão fazer de tudo para salvar suas vidas, mesmo que tenham que gastar muito dinheiro. Até um tempo atrás a medicina veterinária não era muito bem desenvolvida para bichos de estimação, mas cuidava bem de vacas e animais de fazenda. Não havia a possibilidade, por exemplo, de fazer uma quimioterapia em seu cachorro, como existe hoje.
ÉPOCA – Só nos Estados Unidos as pessoas tratam os bichos como filhos?
Schaffer –
Essa é uma característica do capitalismo, não só dos Estados Unidos. Há algumas especificidades em como tratamos os bichos no Brasil, nos Estados Unidos, na Inglaterra ou no Japão. Mas essa questão de as pessoas poderem sustentar um bichinho é característica de uma sociedade próspera. Nos últimos cinco anos, a China e a Índia, pela primeira vez, desenvolveram a indústria de animais de estimação. E na Índia ainda é uma pequena parte da população que pode ter um animal. O novo grupo que está comprando seus bichos mostra que é uma sociedade em mutação.
ÉPOCA – A forma como tratamos nossos bichos de estimação está mudando o modo de vida deles?
Schaffer –
O nosso modo de vida mudou e mudou o dos animais também. Hoje, mais cachorros ficam sozinhos o tempo todo, e isso não é bom para eles, que são animais sociáveis, gostam de companhia. Mas eles estão tendo que se acostumar a isso. Quem trabalha fora o dia todo não deveria ter um cachorro, mas as pessoas querem ter e tentam comprar produtos para ajudar a fazer companhia para os bichos.
ÉPOCA – Por que as pessoas compram bichos se passam tão pouco tempo com eles?
Schaffer –
Quem vive nos países desenvolvidos, como os americanos, passa muito tempo trabalhando fora de casa. É a mesma relação que se têm com os filhos. As pessoas não passam muito tempo com seus filhos, nem com seus bichos.
 
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