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Posts Tagged ‘São Francisco de Assis’

Por Patricia Zwipp

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Os cães são considerados os melhores amigos do homem. E não receberam esse posto à toa. São carinhosos, brincalhões, defendem seus donos e estão sempre por perto. No Dia Mundial dos Animais (4 de outubro), quando também é celebrado o santo protetor deles, São Francisco de Assis, confira dez gestos simples para retribuir a amizade do pet, de acordo com as veterinárias Denise Saretta Schwartz, professora da Universidade de São Paulo (USP); e Maria Lúcia Gomes Lourenço, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu.

1) Ração: Oferecer alimentos humanos aos cachorros não faz mal, se conseguir montar uma refeição balanceada para eles, segundo Denise. Uma dieta caseira inadequada pode levar a várias deficiências e excessos, causando obesidade, desnutrição ou problemas de pele. “Certos condimentos e ingredientes utilizados na culinária humana podem ser prejudiciais à saúde do cão”, disse Maria Lúcia. Como elaborar um cardápio adequado não é tarefa fácil para os leigos, por isso a melhor aposta é realmente a ração. Aos seus olhos, pode até parecer nada apetitosa, mas a comida para cachorros apresenta os ingredientes necessários e nas quantidades adequadas ao seu amigo de quatro patas.

Na hora de escolher qual das muitas opções da prateleira é a melhor, conte com a ajuda do veterinário, que também auxilia a determinar a quantidade diária. A ração deve ser dividida em, ao menos, duas porções.

O ideal é que o animal coma na hora em que o alimento é fornecido, principalmente no caso das rações úmidas. O pote tem de estar limpo. Lave-o com água e sabão, da mesma forma que suas louças.

2) Sem exceções: Qual dono não gosta de satisfazer as vontades do cãozinho, principalmente quando faz aquele olhar pidão? No entanto, essa atitude prejudica a saúde quando o assunto em questão é comida. “O queijo, por exemplo, contém uma quantidade grande de calorias. Um pedacinho para o cão equivale a quase a metade do queijo de uma vez para os humanos. Devemos lembrar que os cães são bem menores do que nós”, afirmou a professora da USP.

Doces, então, nem pensar. Causam obesidade e problemas dentários, e estimulam a liberação de insulina. É difícil, mas vale a pena fazer um esforço e conter-se quando estiver saboreando uma guloseima qualquer e seu animal fazendo a maior festa para ganhar uma lasquinha que seja.

3) Nada de petiscos: OK, você não deve presentear o seu pet com pedaços de alimentos para humanos. Então, a forma de driblar a situação é dar petiscos próprios, certo? Não, na opinião da veterinária Denise. “Eles geralmente contêm muita gordura e sal.” Nada melhor do que agradá-lo com carinhos e muita brincadeira. Nem pense em conquistá-lo pela barriga.

4) Brinquedos: Os brinquedos são bem-vindos na hora da diversão. Mas fique tão atento quanto ficaria ao escolher um mimo para crianças. Não podem ser muito pequenos ou conter partes fáceis de engolir. Assim, evita que o animal engasgue ou precise passar por uma cirurgia para retirar o objeto.

5) Xô, sedentarismo: Não são apenas os humanos que têm a possibilidade de serem sedentários. Os cães também podem sofrer desse mal. A falta de exercício traz problemas, como os respiratórios e a obesidade. Caminhadas de 20 a 30 minutos, de três a cinco dias por semana, são uma boa atitude, que beneficia os bichinhos e seus donos ao mesmo tempo. Dê adeus à fadiga e coloque suas pernas e as patas do seu colega em ação.

Use sempre uma guia, o que afasta o risco de atropelamentos, briga entre cães e acesso a lixo e produtos tóxicos que estejam no chão. Se o animal vive dentro de casa e sobe em sofás e camas, higienize suas patinhas na volta do passeio. Use água morna e sabonete neutro, enxágue bem e seque. Outra alternativa é usar lenços umedecidos.

6) Vacinação: A frase “quem ama cuida” se enquadra também ao relacionamento entre homens e animais. É fundamental que os pets sejam vacinados, o que afasta o perigo de transmissão de doenças até para seus donos, como a raiva e leptospirose.

“Todo filhote deve receber três ou quatro doses das vacinas contra as doenças infecciosas mais comuns – cinomose, parvovirose, hepatite canina, leptospirose, parainfluenza canina – dependendo da idade de início da vacinação, raça e histórico de vacinação da mãe. Todas devem ser repetidas anualmente, assim como a antirrábica”, disse Denise. Não se esqueça de levar seu cão semestralmente ou pelo menos uma vez por ano ao veterinário.

7) Esqueça o leitinho: É bastante comum, principalmente quando o cachorro ainda é filhote, oferecer leite. Se você tem esse costume, saiba que está para lá de errado. “Pode causar diarreia e gases em alguns animais. Caso o filhote já tenha sido desmamado, não há necessidade de leite”, disse Denise.

O animal pode beber outros líquidos, como chás, quando indicado pelo veterinário. Nem pense em refrigerantes, sucos com açúcar e bebidas alcoólicas. A água ainda é a melhor pedida. Lave bem a vasilha com sabão, enxágue e troque o liquido uma vez por dia ou quando notar a presença de restos de alimento ou sujeira.

8) Sol: Pode parecer frescura, mas os cães também precisam de banhos de sol, antes das 10h e depois das 16h. É importante para a síntese da vitamina D, da mesma forma que para as pessoas. Eles devem ter um abrigo, para evitar insolação, e água à vontade.

9) Banho: Dê banho em seu cachorro sempre que estiver sujo. Pode ser a cada semana, 15 dias ou um mês. “É importante que proteja os ouvidos com algodão parafinado, com o intuito de evitar problemas como otites”, afirmou a professora da Unesp. Aposte em sabonete neutro ou produtos específicos e água morna. Sendo assim, nada de lavá-lo com a mangueira. Se você não gosta de banhar-se com água fria, por que ele gostaria? Seque-o com o auxílio de uma toalha.

Não se esqueça de penteá-lo com o objetivo de evitar a formação de nós, dermatoses (doenças de pele) e ingestão de pelos.

10) Higiene bucal: Cães também precisam escovar os dentes diariamente para mantê-los saudáveis. Não use seu creme dental, pois podem desenvolver gastrite por engoli-lo. Opte por escova e pasta de dentes específicos para animais.

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4 de outubro é dia de São Francisco de Assis, protetor da natureza.
Bichos e seus donos saíram às ruas na Colômbia, México e Nicarágua.

Na Colômbia, animais foram patriotas. À esquerda, cachorro usa chapéu e cachecol com as cores da bandeira nacional. À direita, cão se veste como um nativo. (Foto: AFP)

Na Colômbia, animais foram patriotas. À esquerda, cachorro usa chapéu e cachecol com as cores da bandeira nacional. À direita, cão se veste como um nativo. (Foto: AFP)

Cachorro chamado Alaska usa um laço pink durante uma parada de cachorros neste domingo (4), em Manágua, Nicarágua. (Foto: AFP)

Cachorro chamado Alaska usa um laço pink durante uma parada de cachorros neste domingo (4), em Manágua, Nicarágua. (Foto: AFP)

Dona beija seu cachorro em Cali, na Colômbia. Animal saiu às ruas vestido de anjo. (Foto: AFP)

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Cachorros fantasiados e seus donos comemoraram o dia dos animais na Nicarágua. (Foto: AFP)

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No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.

Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.

Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para “o Patrão e não para o servo”.

Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaura minha casa decadente“.

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Pintura de São Francisco de Assis assinada por Portinari

Pintura de São Francisco de Assis assinada por Portinari

No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.

Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.

Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para “o Patrão e não para o servo”.

Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaura minha casa decadente”.

O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.

Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, “unindo-se à Irmã Pobreza”.

A Ordem dos Frades Menores teve início com a autorização do papa Inocêncio III e Francisco e onze companheiros tornaram-se pregadores itinerantes, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade.

O trabalho foi tão bem realizado que, por toda Itália, os irmãos chamavam o povo à fé e à penitência. A sede da Ordem, localizada na capela de Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, próxima a Assis, estava superlotada de candidatos ao sacerdócio. Para suprir a necessidade do espaço, foi aberto outro convento em Bolonha.

Um fato interessante entre os pregadores itinerantes foi que poucos, dentre eles, tomaram as ordens sacras. São Francisco de Assis, por exemplo, nunca foi sacerdote.

Em 1212, São Francisco fundou com sua fiel amiga Santa Clara, a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Já em 1217, o movimento franciscano começou a se desenvolver como uma ordem religiosa. E como já havia ocorrido anteriormente, o número de membros era tão grande que foi necessária a criação de províncias que se encaminharam por toda a Itália e para fora dela, chegando inclusive à Inglaterra.

Sua devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado “estigmatização”.

Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.

Autor do Cântico do Irmão Sol, considerado um poeta e amante da natureza, São Francisco foi canonizado dois anos após sua morte.

Em 1939, o papa Pio XII tributou um reconhecimento oficial ao “mais italiano dos santos e mais santo dos italianos”, proclamando-o padroeiro da Itália.

Oração

A Oração da Paz,também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.

Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo. Abaixo a oração em português:

cao

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!

Amém

A Oração da Paz,também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.

Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.

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